Quem é Jesus?
Jesus de Nazaré transformou o mundo. Jamais houve e jamais haverá alguém como Ele. Ele é o tema de mais livros, peças, poesias, filmes, e manifestações de adoração do que qualquer outro homem na história da humanidade. Ele dividiu a história humana em a.C. e d.C. – "antes e depois de Cristo".
Ler as Suas palavras cuidadosamente – comparando-as com as de Maomé, Buda, e os escritos hindus, ou de qualquer outro líder religioso – é ficar atônito diante do seu poder e singularidade. Os que O ouviram, perguntaram surpresos: "Donde lhe vêm esta sabedoria e poderes miraculosos?" (Mt 13.54). Observar o que Ele fez é convencer-se intuitivamente das afirmações básicas da fé cristã.
Tudo de bom que o cristianismo fez ao mundo é resultado da influência de Jesus. Mas, quem era esse homem? As Escrituras hebraicas predisseram com séculos de antecedência a vinda de um Messias divino para toda a humanidade, e Jesus é o cumprimento dessas profecias.
Por isso, é essencial que você Conheça Jesus! Veja o que a Bíblia diz sobre Ele:
Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Colossenses 1.15)
Porque aprouve a Deus que, em Jesus, residisse toda a plenitude (Colossenses 1.19)
Jesus é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1.17).
Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2.9)
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito [Jesus], que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18)
Jesus é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder... (Hebreus 1.3)
Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2.3).
O Verbo [Jesus] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (João 1.10)
O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se manifestou... isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Colossenses 1.26,27)
Jesus se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção (1 Coríntios 1.30)
Jesus é a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem (João 1.9)
Deus, o Pai, constitui ao Filho, Jesus, herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo (Hebreus 1.2)
Jesus é o Mediador da Nova Aliança... (Hebreus 12.24)
Jesus é o Autor e Consumador da fé... (Hebreus 12.2)
Em Jesus temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.14)
Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5)
Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6)
Ressureição de Cristo
A mensagem simples mas poderosa da ressurreição foi anunciada em primeiro lugar às mulheres que foram ao túmulo onde havia sido colocado o corpo do Senhor Jesus.
Com corações pesados de tristeza, elas chegaram ao jardim e encontraram a grande pedra, que fechava a entrada, fora de seu lugar, rolada para o lado, e viram que o selo do sepulcro havia sido retirado. Então uma voz de anjo chegou até seus ouvidos. Essa foi a mensagem mais maravilhosa jamais anunciada: "Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou" (Lc 24.5b-6a).
Nos dias seguintes, o Cristo ressuscitado apareceu para mais de quinhentos discípulos e seguidores (1 Co 15.6). Quando se propagou a maravilhosa notícia de que Jesus Cristo, o crucificado, estava vivo, os discípulos arriscaram a própria vida para irem por todo o mundo anunciando a mensagem. Por quê? Porque a ressurreição do Senhor Jesus Cristo tem um significado vital para todas as pessoas em todos os lugares.
Ele ressuscitou para ser Mediador entre Deus e os homens. Ele deu a sua vida como sacrifício pelos nossos pecados, e só com base em Seu sacrifício no Calvário, por causa de Jesus, Deus perdoa os nossos pecados (1 Jo 2.12). "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo que importa que sejamos salvos" (At 4.12).
Os homens pensaram acabar com a obra de Jesus, matando-O – mas Ele ressuscitou como Vencedor e vive hoje! Através de sua morte e ressurreição todos os que O invocam recebem a salvação.
"Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10.9)
"Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3b-4).
A Certeza da Caminhada
Introdução.
A falta de convicção parece-me ser uma das maiores marcas de nossa sociedade. As pessoas não sabem bem o que querem. Por isso mudam de profissão, de universidade, de casamento, de endereço, de igreja, e de quase tudo. Vivemos a era do discartável.
1. Conheça o tempo de Deus para sua vida. O tempo de Jesus ir para o céu estava se aproximando (Lc 9.51). Há um tempo de Deus para nós. A Bíblia diz que "para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu" (Ec 3.1). Precisamos conhecer o tempo de Deus para cada etapa de nossa vida. Nisto consiste a maturidade cristã. As coisas que vêm do Espírito de Deus são discernidas espiritualmente, e a pessoa espiritual discerne todas as coisas, tanto o bem quanto o mal, porque tem a mente de Cristo (1 Co 2.14-16; Hb 5.13-14).
2. Resolva fazer a vontade de Deus. Quando chegou o tempo de sua morte, "Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém" (Lc 9.51). Literalmente, firmou o rosto para ir para Jerusalém. Ele decidiu fazer a vontade de Deus (Hb 10.7). Jesus não morreu como vítima ou como inválido. Ele deu espontaneamente sua vida por nós (Jo 10.14-18). Nós devemos querer fazer a vontade de Deus e seguir a Jesus (Lc 9.23). A vontade de Deus é sempre boa para nós, mas nossa natureza pecaminosa nunca quer submeter-se a ela. Precisamos decidir, antes que sentir, fazer a vontade de Deus conforme nos revela a Bíblia.
3. Procure aliados. Indo para Jerusalém, Jesus enviou pessoas à sua frente para fazerem os preparativos para sua hospedagem (Lc 9.52). Acho interessante o fato de Jesus se cercar de pessoas que o auxiliassem. Mesmo sendo Deus e Homem perfeito, ele contou com aliados. Como isso nos ensina a evitar a auto-suficiência de querer dispensar ajuda quando poderíamos avançar bem mais em equipe do que sozinhos. É um absurdo andar sozinho (Ec 4.7-8). Quem assim procede mostra um espírito egoísta e evidencia insensatez (Pv 18.1).
4. Esteja preparado para as contrariedades. Ao procurarem hospedagem para Jesus, os discípulos entraram num povoado samaritano (inimigos históricos dos judeus). O povo dali não o recebeu. Alguns discípulos ficaram tão indignados com aquela recepção que pediram permissão a Jesus para orarem pedindo fogo do céu que destruisse aquela gente (Lc. 9.53-54). Como em tantas outras situações, Jesus enfrentou muitas oposições, mas sempre soube como agir. As circunstâncias são como um colchão. Se ficarmos sobre ele estamos bem, mas se ele ficar sobre nós, ficamos sufocados. Devemos ser capazes de administrar as contrariedades e não ser dominados por elas.
5. Mantenha o foco no alvo. Jesus repreendeu os discípulos que propuseram algo bem contrário à natureza de sua missão, pois ele veio para salvar as pessoas e não destrui-las. Sairam dali e foram adiante (Lc 9.55-56). Jesus tinha certeza de sua caminhada. Ele não perdeu o foco. Está escrito que "ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus" (Hb 12.2). Uma vez descoberto o rumo da caminhada que Deus traçou para cada um de nós, não podemos perder o foco no alvo, nos deixando destrair por nada.
Conclusão.
Deus planejou uma caminhada para cada um de nós. Devemos discernir o tempo de Deus para cada passo dessa jornada, preferindo sempre a vontade de Deus por todo o percurso, buscando parceria de pessoas que nos ajudem, sabendo que nem tudo serão flores pelo caminho, mas não perdendo o alvo por nada que queira nos distrair. Para avançar, precisamos ter certeza na caminhada e conhecer o destino de para onde vamos.
Josué: Introdução ao Livro de Josué
"Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá". (Js 1.11).
a) O livro de Josué trata da entrada do povo de Israel na terra de Canaã;
b) O livro cobre um período de 24 anos de história (1451 - 1427 a.C.);
c) A autoria do livro é atribuída a Josué, com exceção dos últimos versículos;
d) Josué era da tribo de Efraim (Nm 13.8). Seu nome em grego era "Jesus";
e) Josué foi atendente pessoal de Moisés por 40 anos no deserto;
f) Subiu ao monte com Moisés e um dos doze espias (Êx 24.13; Nm 13.8-16);
g) Segundo Josefo tinha 85 anos quando sucedeu Moisés;
h) É um livro de ação impressionante: guerra, conquista e dominação;
i) Três fases do livro:
* Entrada na terra (1-5);
* O domínio da terra (6-12);
* A ocupação da terra (13-24).
j) Canaã representa nossa posição e possessão em Cristo (Hb 4.3, 8-11).
1) CARACTERÍSTICAS DE CANAÃ
a) Canaã é um lugar de descanso. Deus prometeu estabelecer paz na nova terra, o povo se deitaria e ninguém o amedrontaria. Os animais selvagens desapareceriam e a guerra também (Lv 26.6). Em Canaã o povo encontrou grandes e boas cidades que não construíram, com casas cheias do melhor, sem que eles tivessem produzido nada; muita fartura e satisfação (Dt 6.10-11). Essa tranqüilidade reinou de uma ponta a outra do país (1 Rs 4.25).
Esse descanso experimentado pelo povo de Israel em Canaã, representa o descanso que temos hoje em Cristo. Ele convida todos os cansados e sobrecarregados e promete descanso para a alma (Mt 11.28-30).
b) Canaã é lugar de fartura. Deus prometeu tirar seu povo da escravidão do Egito e levá-lo para uma terra boa e vasta, onde manava leite e mel: a terra antes possuída por nações pagãs agora seria do povo de Deus (Êx 3.8). Segurança e grandes produções no campo caracterizava aquela terra (Dt 33.28; 11.10-12).
Em Cristo há plenitude de vida. Jesus veio ao mundo para nós dar vida plena (Jo 10.10), e Deus nos deu essa plenitude para ser desfrutada hoje pela fé (Cl 2.9-10). Há "fartura" de vida em Cristo Jesus.
c) Canaã é lugar de triunfo. Deus prometeu expulsar sete nações maiores e mais fortes que Israel (Dt 7.1). O triunfo é a marca da vida cristã. Em Cristo somos mais que vencedores (Rm 8.37). A Bíblia diz: "Graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo" (2 Co 2.14).
2) PARALELO ENTRE JOSUÉ E EFÉSIOS
Assim como o livro de Levítico no Antigo Testamento faz paralelo com o livro de Hebreus no Novo testamento, o livro de Josué (AT) faz paralelo com Efésios (NT). Existem cinco referências a "regiões celestiais" em Efésios. Podemos dizer com isso que, assim como Israel a "terra", a igreja conquista as "regiões celestiais".
a) Ambas são herança de um povo ecolhido. Deus prometeu sob juramento a terra a Israel para sempre (Gn 13.14-15; Êx 13.5). Deus também nos escolheu antes da criação do mundo e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1.3-4).
b) Ambas têm um líder dado por Deus. Moisés começou e Josué continuou a liderar o povo de Deus (Dt 31.7; Js 1.6; 11.23). A incomparável grandeza do poder de Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos e o fez assentar-se à direta de Deus, nas regiões celestiais, acima de todo governo, autoridade e domínio. Tudo isso em favor da igreja (Ef 1.18-22).
c) Ambas devem ser recebidas pela fé. Moisés representava a Lei. Ele não introduziu o povo na terra. Isso coube a Josué (Js 1.1-2). Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais. Essa salvação é pela graça, por meio da fé (Ef 2.5-8).
d) Ambas revelam a glória de Deus. Todos os povos da terra tomaram conhecimento do poder de Deus em favor de Israel (Js 4.24; Dt 28.10; Is 11.11-12; Jr 23.5-8). Hoje, a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, através da igreja (Ef 3.8-10).
e) Ambas são lugares de batalha. Israel conquistou a terra lutando contra povos pagãos. A vida cristã também consiste de batalhas espirituais contra poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, precisamos nos vestir de toda a armadura de Deus (Ef 6.10-20).
A ENTRADA NA TERRA
Nesse estudo estamos dividindo o livro de Josué em três partes:
1º - A Entrada na terra (1-5).
2º - O Domínio da terra (6-12).
3º - A Ocupação da terra (13-24).
1) A MOBILIZAÇÃO DA FÉ (Cap. 1)
O livro de Josué mostra a transição entre a caminhada do povo de Deus no deserto e a conquista da Terra Prometida (Canaã).
a) Agora é a nossa vez. Deus fala para Josué: "Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo preparem-se para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas" (Js 1.2). Com a morte de Moisés, Josué deveria assumir a liderança do povo. Deus conta com os vivos, não com os que já morreram (Dt 5.1-3). O que recebemos dos primitivos irmãos na fé, devemos vivenciar e passar adiante (2 Tm 2.2).
b) Devemos ser fortes e corajosos. Grande era o desafio, Josué precisava ser forte e corajoso (Js 1.6). Nós também precisamos ser fortes e corajosos na conquista da vida cristã.
c) A obediência faz toda a diferença. Se Josué tivesse o cuidado de obedecer a Palavra de Deus sem se desviar, seria bem-sucedido por onde quer que andasse, pois Deus prometeu estar com ele (Js 1.7-9). Se Deus prometeu devemos confiar (Hb 13.5-6).
d) A liderança deve tomar a iniciativa. Os líderes deveriam mobilizar o povo para a travessia do rio (Js 1.10-11). Hoje também são os líderes que devem tomar a iniciativa para envolverem as pessoas nas mudanças da vida cristã. Se os líderes não agirem, não podemos esperar que o povo tome a frente. Como disse Rick Warren: "Se você quiser medir a temperatura de uma igreja, coloque o termômetro na boca dos líderes".
e) Devemos trabalhar juntos pela obra. Duas tribos e meia ficariam do lado de cá do Jordão, mas os homens de guerra deveriam deixar suas famílias e bens e atravessarem o rio para apoiarem seus irmãos (Js 1.10-14). Isso ilustra o apoio mútuo entre nós hoje. Como membros do corpo de Cristo (a igreja), devemos ter igual cuidado uns pelos outros (1 Co 12.25).
f) A importância do apoio ao líder. Os líderes e o povo prometeram apoio irrestrito a Josué (Js 1.16-18). Hoje vivemos uma crise de liderança. A Bíblia diz que devemos obedecer aos líderes, facilitando seu trabalho e aceitando a natureza de seu ministério que é cuidar de nós (Hb 13.17).
2) A PRUDÊNCIA DA FÉ (Cap. 2)
É muito interessante observar a ordem dos acontecimentos nesse livro de Josué. Depois do encorajamento de Deus, dos líderes e do povo no capítulo anterior, Josué dá o próximo passo com uma atitude de evidente maturidade.
a) A cautela não contradiz a fé. Mesmo contando com a presença de Deus, Josué enviou secretamente dois espias para examinar a terra (Js 2.1). A Bíblia diz que "todo homem prudente age com base no conhecimento, ele vê bem onde pisa; ao perceber o perigo ele busca refúgio (Pv 13.16; 14.15; 22.3).
b) Devemos aliar fé e ação. Raabe escondeu os espias porque acreditava que eles vinham da parte de Deus. A fé e a ação de Raabe e dos espias mostrou cautela nos detalhes (Js 2.4, 9-12, 17, 18, 21). Raabe aparece no Novo Testamento como um exemplo de fé (Hb 11.31; Tg 2.24-25).
3) A TRAVESSIA DA FÉ (Cap. 3)
a) A importância de levantar bem cedo. Josué e o povo levantaram-se bem cedo e partiram para a conquista (v. 1). Não existe uma hora sagrada para ter comunhão com Deus, mas na Bíblia e na história da igreja é comum homens e mulheres de Deus levantarem-se cedo para cultivarem a relação com Deus. O salmista disse: "De manhã ouves, Senhor, o meu clamor; de manhã de apresento a minha oração e aguardo com esperança" (Sl 5.3).
b) Seguir adiante sob a orientação divina. A arca simbolizava o trono do Senhor. O povo deveria seguir a arca, pois dessa forma estava seguindo a direção de Deus em direção a conquista (v. 3). Se o Senhor vai adiante de nossa caminhada, podemos atravessar qualquer obstáculo, até mesmo um rio transbordante pode se abrir em nosso favor.
c) Devemos conservar a reverência. O povo devia manter uma distância de quase um quilômetro da arca. Era um sinal de reverência. Hoje a reverência a Deus anda em baixa. A Bíblia diz que devemos viver a vida cristã com temor e tremor (Fp 2.12). Isso não significa terror, mas reverência, respeito e compromisso com Deus. Nós participamos de um reino inabalável, por isso, devemos ser agradecidos, servindo a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor (Hb 12.28-29).
d) Santificação é indispensável. "Josué ordenou ao povo: Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês" (v. 5). O pecado nos separa de Deus e nos impede de experimentar suas bênçãos. A Bíblia diz que "o Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança" (Sl 25.14). Somente uma vida de sacrifício vivo nos capacita a experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2). Onde há santificação há maravilhas de Deus.
Olhando a Eternidade com os Olhos de Deus
Deus pôs em nosso coração o anseio pela eternidade (Ec 3.11).
A eternidade sem Deus é um lugar de tormento consciente (Lc 16.19-31).
Mas podemos escolher a eternidade com Deus. Ela está a um passo desta vida (Lc 23.43).
Nesta vida temos muitas opções, mas a eternidade só nos oferece duas: céu ou inferno.
A ida para a eternidade requer um preparo no presente (Lc 12.13-21).
1) Encare a morte com realismo.
Devemos lembrar sempre que esta vida é como a primeira página de um livro que será escrito na eternidade.
É como se aqui fosse o período que passamos no ventre materno.
Quando nascemos, entramos na eternidade. "Nós nascemos ontem e não sabemos nada.
Nossos dias na terra não passam de uma sombra" (Jó 8.9).
Por isso, "é melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!" (Ec 7.2).
2) Viva olhando para a eternidade.
Se devemos encarar a morte com realismo e o tempo de nossa vida é tão rápido, então é sabio viver à luz da eternidade.
Isso influencia nossa vida familiar, nossos sentimentos, nossos bens, e tudo mais (1 Co 7.29-31). Nosso corpo é comparado a uma tenda frágil e temporária.
Mas na eternidade receberemos e viveremos num edifício eterno (2 Co 5.1).
3) A eternidade muda seus valores.
Tudo muda quando consideramos esta vida sob o prisma da eternidade.
O que era lucro passa a ser considerado como perda, por causa de Cristo (Fp 3.7).
Conclusão:
Devemos viver cada dia nos preparando para o último dia.
E o único preparo seguro para a eternidade com Deus que nos livra do juízo, é confiar em Jesus como nosso Salvador, pois somente ele é o caminho, a verdade, e a vida.
Ninguém vai ao Pai se não for por ele (Jo 5.24; 14.6).
Não temos aqui nenhuma morada permanente, mas aguardamos a que virá (Hb 13.14).
Quem tem essa esperança, procura viver em santidade (1 Jo 3.3).
Liderança Servil
Como podemos seguir o exemplo de Jesus de servir aos outros? Por que isto pode ser especialmente difícil de fazer nas funções de liderança?
Leia João 13:1-17, que descreve o exemplo de liderança dado por Jesus.
* Que modelo de liderança Jesus mostra aqui?
* Como nos sentiríamos se fôssemos um dos discípulos na ceia?
* Qual deveria ser a nossa resposta para a ação de Jesus?
* O que caracteriza a liderança mostrada aqui?
Peça às pessoas para literalmente lavarem os pés uns dos outros.
* Como a pessoa que lavou os pés se sentiu?
* Como as pessoas cujos pés foram lavados se sentiram?
* O que isto nos ensinou sobre a liderança?
Habilidades de Liderança
Leia Marcos 6:7-13
Discuta sobre como Jesus preparou os discípulos antes de enviá-los.
* Os discípulos compreenderam quem Jesus realmente era ao serem enviados pela primeira vez? Até que ponto eles o conheciam?
* Como Jesus os preparou para este trabalho?
* De que recursos eles precisavam?
* Que motivo achamos que havia para que os discípulos fossem enviados em duplas?
* Como igreja, às vezes demoramos para agir e mostrar amor genuíno até que estejamos prontos? Isto importa?
* Quais foram os resultados?
Líderes: Os Servos do Rei
Leia Mateus 20:20-28
Precisamos ser testemunhas no que fazemos – não só no que dizemos – mesmo que os outros à nossa volta ajam de forma diferente.
* Por que você acha que Tiago, João e sua mãe pediram um favor especial?
* Como Jesus respondeu ao pedido? O que isto nos diz sobre a idéia de liderança de Jesus?
* Que impacto este pedido teve nos outros discípulos? Houve alguma situação semelhante dentro do nosso trabalho ou da nossa igreja?
* A que tipo de liderança Jesus se refere no versículo 28? É este o modelo de liderança que encontramos na nossa igreja?
* Como este modelo de liderança seria:
• no local de trabalho?
• na família?
• na igreja?
• na comunidade?
* Quais são as características fundamentais de um líder servil?
* Em que nós e a nossa igreja precisamos mudar para refletirmos mais a atitude servil de Jesus?
Líderes Cristãos
Leia 1 Pedro 5:1-4
* Faça uma lista das características dos bons líderes mencionadas nesta passagem.
Leia Timóteo 3:1-13
Aqui Paulo fala sobre as qualidades necessárias para os líderes da igreja.
* Faça uma lista das qualidades que Paulo menciona. Estas são qualidades que todos os cristãos deveriam ter?
* Estas qualidades podem ser mostradas pelas mulheres com potencial para a liderança?
* Que recompensa aguarda as pessoas que servem aos outros bem?
* Como as pessoas são escolhidas para assumir responsabilidades dentro da nossa igreja? Que qualidades e pré-requisitos são necessários?
* As pessoas com responsabilidades de liderar os outros precisam ser bem instruídas e alfabetizadas?
Os líderes que Deus Escolhe
Leia Êxodo 3:11, Juízes 6:15, 1 Samuel 9:21, 1 Reis 3:7 e Jeremias 1:6
* Que tipo de pessoa Deus está escolhendo para as funções de liderança nestas passagens?
* Quais são as atitudes delas?
* Que modelo de liderança Jesus nos mostra em João 13:3-5?
* Para o que Deus diz que olha ao selecionar um líder? (1 Samuel 16:7)
Esta pode ser uma atitude saudável, se a pessoa lidar com ela bem, pois significa que o líder procurará auxílio e não se sentirá orgulhoso.
Lideres da Igreja
Leia 1 Timóteo 3:1-10
Esta passagem descreve as qualidades que Paulo considera importantes para os líderes da igreja.
* O que Paulo diz a respeito da pessoa que deseja o episcopado (versículo 1)?
* Que qualidades citadas para os bispos e diáconos (versículos 2-5 e 7-9) poderiam ser importantes para o(s) líder(es) do seu grupo e por quê?
* Que perigos o versículo 6 diz que há em se ter uma pessoa recentemente convertida como um líder da igreja? Poderia haver o mesmo perigo para o seu grupo, se vocês tivessem um novo membro na liderança?
* O que o versículo 10 diz a respeito dos diáconos?
Liderança: Apoio atráves da Biblía
* A ajuda de Deus (Êxodo 3:11-12; Juízes 6:15-16)
* Ajuda dos outros (Êxodo 4:10-16; Êxodo 17-12; Atos 6:1-7)
* Oração (Atos 6:6; 13:3; 1 Tessalonicenses 5:25)
* Recursos e trabalhadores (Êxodo 36:2-3; Neemias 4:6)
* Treinamento junto a pessoas com mais experiência, seguindo o exemplo de Josué (Êxodo 24:13; 33:11); Elias (1 Reis 19:19-21); Timóteo (Filipenses 2:22)
* Discuta sobre a maneira como podemos apoiar, incentivar e orar por nossos líderes de maneira mais eficaz.
O Líder Jesus Cristo Dois Séculos de Liderança
- CARISMA E CONFIANÇA
Ao longo da história, muitas pessoas conseguiram com suas idéias mudar o curso da política, da filosofia, da ciência ou da religião.
Houve um homem, no entanto, que foi capaz não só de abalar os alicerces do pensamento como de alterar para sempre a trajetória da humanidade.
Esse homem foi Jesus Cristo e seus ensinamentos geram frutos há mais de dois mil anos Jesus se fazia seguir e obedecer de forma espontânea, dedicada e motivada, em direção a um objetivo.
Transmitindo confiança e segurança, empolgava e empurrava os colaboradores para frente. Estimulava a vontade de vencer em todos com quem se relacionava.
Como líder autêntico, encarnava as crenças e os valores mais preciosos do grupo a que pertencia. Na verdade, a capacidade de liderar, em qualquer época, deriva da força e do apoio dos que cercam aquele que comanda.
Ela implica levar os liderados a se tornar independentes, servindo-lhes como exemplo. A jornada espiritual de Jesus inspirou muitos a empreender busca semelhante. Ele não pretendia apenas que outros o seguissem, mas que iniciassem um caminho próprio e consciente.
Segundo a Bíblia, depois de convencer Simão e André a se juntar a ele, Jesus encontrou adiante mais dois irmãos, Tiago e João, consertando uma rede. Portanto, as primeiras pessoas que ouviram a sua palavra, aceitaram a sua doutrina e tornaram-se seus discípulos eram homens simples, pescadores.
Um indivíduo precisa ter grande força de persuasão e enorme carisma para fazer com que desconhecidos larguem tudo e se ponham a andar pelo mundo a seu lado, ouvindo e ajudando a divulgar uma mensagem. Com sua atuação carismática, Jesus conseguiu que o grupo atingisse as metas com mais eficiência e disseminasse sua palavra.
Tinha iniciativa de líder e atuava de maneira preventiva, antecipando e estudando as possibilidades de erro, além disso, estava sempre atento às necessidades de ação e mudanças, Uma das características do líder é o controle que exerce sobre a própria vida. Jesus não fugia à regra: não esperava as coisas acontecer.
Ele as fazia acontecer em razão dos objetivos que perseguia. Um líder mantém-se concentrado e focalizado em qualquer situação.
Para motivar os outros, um comandante deve ter a motivação em si mesmo. Quando se atinge o nível de consciência em que o mais importante é o sentimento que se tem no interior, alcança-se o ponto fundamental: o cruzamento com o próprio destino. Jesus disse: “Sei de onde vim e sei para onde vou” (Almeida, 1991, pg.86). Ele teve, o tempo todo, conhecimento do seu destino.
De igual modo, nos variados exercícios de liderança, é imprescindível convencer a equipe sobre a missão a cumprir, para, então, educá-la, com o comandante servindo de modelo para o que se está fazendo ou para o que deve ser feito. Quando chegar à hora decisiva, o líder estará apto a dirigir os comandados com autoridade.
Enfim, é uma necessidade do ser humano se agrupar em torno de quem tenha iniciativa e disposição para ensinar e, ao mesmo tempo, seja um exemplo em todos os sentidos. O líder inspira porque possui visão de novas possibilidades de pensamento e ação, comunicando-a a seus colaboradores e os incitando a desenvolver a própria visão. Ele procura, constantemente, modos de expandir a visão de seus colaboradores, bem como sua influência e contribuição.
- Princípios da Liderança de Jesus
Durante muito tempo a liderança empresarial foi calcada no respeito imposto, e não no respeito conquistado. Durante muito tempo o líder empresarial via cada funcionário como uma máquina útil à finalidade da empresa, e não como um ser humano merecedor de consideração. Durante muito tempo o líder não era líder. Era gerente. Era chefe. Ele não liderava, ele mandava. Foram os tempos onde as idéias administrativas e gerencias de Frederick Taylor imperavam.
- Hoje tudo mudou.
Ou melhor, hoje tudo está mudando numa velocidade impressionante. Hoje os líderes empresariais descobriram que a única forma de manter a empresa viva e em crescimento, é valorizar o trabalho em equipe. E para valorizar o trabalho em equipe é preciso, por conseqüência, valorizar os integrantes da equipe, que são seres humanos, e não máquinas. Hoje os líderes empresariais descobriram que a única forma de manter a empresa viva e em crescimento, é valorizar o trabalho em equipe. E para valorizar o trabalho em equipe é preciso, por conseqüência, valorizar os integrantes da equipe, que são seres humanos, e não máquinas.
- A visão de liderança sofreu uma mudança de 180 graus.
Se, no recente passado, a citada prevenção do líder, era sinal de sensatez, hoje essa prevenção, ou preconceito, não é mais sinal de sensatez. Mas sim, de desconhecimento. Desconhecimento dos procedimentos da atual liderança empresarial. De forma tênue, mas gradativa e firme, os princípios do nosso Mestre Jesus estão começando a ser aplicados em muitas empresas. Dentro de alguns anos muitos irão enxergar que as “modernas” técnicas de liderança nada mais são do que corolários dos princípios preconizados por Jesus. Quer um exemplo?
Os pesquisadores e autores norte-americanos Kouzes e Posner (1991, pg.35), conforme relatado em seu livro “O Desafio da Liderança”, chegaram, depois de intensa e séria pesquisa, aos cinco procedimentos do líder eficaz, a saber:
A - Desafiar o estabelecido;
B - Inspirar uma visão compartilhada;
C - Permitir que os outros ajam;
D - Apontar o caminho;
E - Encorajar o coração.
Esses procedimentos, descobertos não por religiosos, mas sim por pesquisadores empresariais, tem relação direta com o estilo de liderança do nosso Mestre Jesus?
Vejamos a correlação que há entre cada um dos procedimentos acima e a visão de liderança do nosso Mestre:
A - DESAFIAR O ESTABELECIDO
Se há um ser que tenha, de forma plena e concreta, desafiado o estabelecido, este ser foi Jesus (romper paradigmas). A liderança de Cristo, que dominou a vida do Ocidente nos últimos 2000 anos, continua vigorosa e com capacidade de adaptar-se ao mundo moderno A liderança de Jesus é um desafio dominante da vida ocidental. Mesmo entre as pessoas que não fazem parte do rebanho atual de mais de dois bilhões de seguidores do cristianismo, ela exerce ainda hoje influência. A moral e os costumes, a arte e a ciência, a política e até a economia, toda a bagagem cultural foi tocada e, freqüentemente, moldada pelo cristianismo. Nenhum poeta ou o mais genial dos escritores conseguiu criar um líder tão influente como esse aprendiz de carpinteiro (Revista Veja.).
B - INSPIRAR UMA VISÃO COMPARTILHADA
Durante toda sua vida terrena Jesus conviveu de forma intensa com seus doze discípulos (sua equipe), para que todos adquirissem uma visão única do que é viver em plenitude. Jesus, em suas reuniões, tinha sempre o objetivo de inspirar uma visão compartilhada. E sua sede pela visão compartilhada ia muito além de estendê-la somente à sua equipe (seus discípulos). Sua idéia de visão compartilhada era universal, isto é, Seu objetivo (era e) é que toda a humanidade compartilhe com Ele sua visão de mundo.
C - PERMITIR QUE OS OUTROS AJAM
Durante toda sua vida terrena Jesus preparou sua equipe. Jesus preparou os seus discípulos para que? Para que agissem. Jesus sabia: para que suas palavras e ações encontrassem eco, era necessário – e imprescindível - permitir que outros agissem. O objetivo de Jesus sempre foi descentralizar o seu trabalho, tendo cada vez mais adeptos que agissem de acordo com o espírito humanitário que pregava e exemplificava.
D - APONTAR O CAMINHO
Quando Jesus disse ser necessário “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, ele soube apontar o caminho, e de forma magistral.
E - ENCORAJAR O CORAÇÃO
Jesus, em sua passagem terrena, amou a todos, em todos os instantes. Jesus pregou e viveu o amor em sua plenitude. Jesus, como ninguém, soube encorajar o coração de quem o seguia. bem, agora, vamos nos conscientizar de uma vez por todas. A diferença básica entre o líder empresarial e o líder servidor (Jesus), é que aquele visa o lucro financeiro, e este visa o lucro do dever cumprido em relação aos objetivos.
Lições de Liderança de jesus
Entre tantos importantes líderes que fizeram história junto aos caminhos da humanidade nenhum foi e ainda é tão polêmico, inspirador, enigmático e conectado com o Universo como Jesus.
O personagem que tem, com certeza, a maior bibliografia literária, pois, sobre Ele, existem milhares e milhares de livros, e nenhum outro líder ainda superou em publicações o nome de Jesus.
Ele não nasceu para liderar: foi concebido para guiar pessoas, independentemente de suas origens, classes ou religiões. Eis uma das características que deu a Ele destaque dentro de um contexto onde, para liderar pessoas, era necessário ter domínio sob elas. Guiar pessoas foi o que Ele fez durante toda sua vida, guiá-las em suas mentes e corações para despertar nelas os mais nobres conceitos de existência.
Não fazia diferença entre os que lhe procuravam para solicitar ajuda, conselho ou, simplesmente, conhecê-lo. O importante é que a sua mensagem encontrasse um caminho extra nos olhares daqueles que lhe ouviam.
Sempre usando a melhor forma de falar universalmente de maneira individual, através das metáforas, que até hoje possuem um efeito diferente nos diferentes tipos de pessoas, e as conduzem a uma reflexão nobre e com esperança.
Seu estilo de conduzir não tinha aparatos: seu estilo de conduzir tinha sim um forte apelo nas palavras, na maneira de se fazer entender, e nunca possuiu um local ou hora especial para manifestar-se.
Respeitou seu antecessor, seu coach, João Batista, e seguiu uma linha de atuação anunciada, à qual foi impregnando com seu estilo próprio.
Como toda liderança é conduzida a encontrar respostas e, nessas buscas de respostas, criamos perguntas que abrem dúvidas em nosso íntimo, com Ele não foi diferente: solitário no deserto conhece seu lado sombrio e faz dele um impulso para permanecer fiel aos seus objetivos.
Reconhece seu potencial, mas vê a necessidade de montar uma equipe e busca pessoas com características frágeis, mas com um futuro glorioso de crescimento e um potencial a ser desenvolvido. Com doze homens começa a escrever um novo destino para o mundo.
Ao ser questionado pela própria Mãe em uma festa sobre a escassez de um produto, não se incomoda com o questionamento e ali faz um milagre: transforma a água em vinho. Seu instinto de liderança não via na escassez dificuldade, mas sim oportunidade.
Ao sentir que seu território estava sendo invadido por um mercado que poderia colocar em risco sua equipe e seus objetivos, lança-se contra esse mercado, expondo-o como uma deficiência de conduta e mostrando a importância de se manter lugares sagrados, em nossa casa e em nosso coração.
Em um dos muitos questionamentos que vivenciava, ensina Nicodemos que temos de renascer todos os dias: temos de abandonar algumas coisas para conseguirmos outras, afinal, ninguém chega a lugar algum com um pesado fardo. Mostra que pessoas têm de estar com seus corações e mentes abertas e não em estado de questionamento ou segurança para poderem crescer de alguma forma.
Nunca se autodeclarou Messias. Outros como João Batista, por exemplo, o fizeram. Liderança para Ele não era declaração: era ação transformadora.
Ao ser indagado na cidade de Samaria, ao lado do poço de Jacó, uma mulher lhe nega água por Ele ser Judeu e ela Samaritana, estas classes não se falavam. Ali Ele mostra que a água é importante, o produto é importante. Porém, aquilo que se faz com a água, com o produto, é o que realmente vale, pois quem toma água hoje poderá ter sede outra vez e quem aprende com a sabedoria estará pronto mais rapidamente para saciar a sede quando quiser. Um líder está sempre pronto a ensinar, mesmo quando jogado para escanteio.
Em Canaã, cura o filho de um oficial Romano, pois um líder não vê diferenças nas pessoas: apenas olha para suas necessidades.
Respeita as habilidades de seus liderados: um pescador continua sendo pescador, mas agora iria pescar coisas mais importantes, de pescador de peixes é transformado em pescador de homens. Líder não desabilita as competências das pessoas: ele as enobrece.
Percorria sempre por novas terras em busca de novas oportunidades de levar suas mensagem, de uma sinagoga até Cafarnaum percorrendo a Galiléia, seguia fazendo curas de paralíticos, leprosos... Deixando sua marca pelos caminhos que construía dia-a-dia, pois é assim que um líder constrói um caminho, diariamente.
Mostra para sua equipe que o sábado é feito para o homem e não o homem para o sábado. As estratégias e oportunidades que aí estão, são para nos servirem e não para nos escravizar podando nossas habilidades.
Lança seu código de conduta para toda sua equipe e seus liderados: para que possam ter um rumo em suas atividades de existência. Este código ficou conhecido como bem-aventuranças. Todo líder precisa estabelecer um código para suprir sua ausência e ao mesmo tempo fazer-se presente.
Um líder não vem para abolir, mas para aperfeiçoar as normas existentes através de métodos de reconciliação, começando pelos mais próximos a ele.
Condena os maus pensamentos, pois sabe o quão são perigosos para afastar as pessoas de seus próprios caminhos.
Não aprova fazer juramentos e promessas que não poderão ser cumpridas, e ainda prega o amor aos inimigos, orando por eles.
Entre a mão esquerda e a direita, a humildade precisa prevalecer.
Indica que as verdadeiras recompensas estão em nossos sacrifícios como pessoas, não como consumidores.
Não se serve a duas causas.
Olhe para dentro de você antes de olhar para as pessoas da equipe: tira o arqueiro de teu olho em primeiro lugar, antes de criticar os membros.
Constrói idéias, sentimentos, estratégias, planos sobre a rocha, não coloca projetos importantes em lugares frágeis ou situações complicadoras.
Sempre pronto a perdoar, até as mais graves faltas, mas um perdão sincero, não um perdão “esperto”.
Ensina a semear boas práticas no mercado e à sua equipe.
Sabe conduzir a equipe entre o joio e o trigo: distinguir entre as oportunidades e as ações sem resultado algum.
Estabelece não haver limites de dimensão dentro de uma equipe: hoje a pessoa pode ser pequena como um grão de mostarda, mas quando cultivada, com habilidade, será uma frondosa árvore.
Nunca omitiu um sincero elogio. Elogiou até a fé da mulher hemorrágica, atribuindo a ela sua cura e não a Ele: “Filha, tua fé de salvou”. Um líder não se faz salvador, ele ensina sua equipe a salvar-se.
É expulso ao pregar em Nazaré: expulso pelos seus, onde crescera, mas nem por isso desacreditou em suas metas e objetivos. Muitas vezes as pessoas mais próximas aos líderes são críticos ferozes, porém maior que a critica feroz tem de ser a crença em seus objetivos.
Transforma discípulos em apóstolos, eleva o nível daqueles que acreditaram em suas opções de existência, instrui com preciosas informações sua equipe de apóstolos para tempos de crise e tempos de glória.
Mais uma vez, diante da escassez, multiplica o pão: um líder é multiplicador e não centralizador.
Quando tentam proclamá-lo Rei, ele afasta os proclamadores: líder não é rei, é um indicador do reino.
Faz o impossível quando caminha sobre as águas, para mostrar que as coisas menos importantes, que parecem grandes podem ficar pequenas e tornarem-se possíveis de acontecer. Quando se faz um grande feito ele é uma luz às pequenas vitórias: fazer do impossível o possível encurta os caminhos.
Estabelece, com o Pai Nosso, uma ligação poderosa entre a cria e o criador, tornando-os unos, e mostrando a importância de agradecermos para sermos ouvidos.
Vê nas crianças a esperança do futuro.
Mostra-se, sempre, de abraços abertos para receber membros desgarrados da equipe, na parábola do filho pródigo.
Acredita que a verdade pela verdade converte as pessoas, fazendo de Zaqueu, um coletor de impostos, em seguidor de seus ideais: um líder converte, não impõe nem escraviza.
Mostra a importância da vigilância constante, em relação ao que uma equipe compromete-se a cuidar e fazer.
Ensina que talentos não podem ficar escondidos, precisam ser multiplicados e renderem frutos.
A conspiração contra uma equipe pode estar em todo lugar, até mesmo dentro da equipe, mas o compromisso da equipe com a causa tem de ser maior que a conspiração para torná-la ineficaz.
Ao lavar os pés de seus discípulos, o Líder mostra-se em termos de igualdade e coloca sua equipe em grau de enaltecimento, para que não se envaideçam dos poderes prestes a lhes ser atribuídos.
Sabe que em sua equipe há um traidor, um negador, mas nem por isso desfaz a equipe. Acredita que a equipe precisa vivenciar de tudo para gerar conhecimento e que certas experiências podem tornar as pessoas ainda mais fortes, foi neste momento que Pedro se fez rocha.
Seus princípios de Liderança criaram universidades nas principais praças do planeta, que antecederam as cidades, pois as cidades foram se formando aos poucos ao redor das igrejas. Sua imagem foi, é, e sempre será festejada pelos maiores pintores da história. Foi o primeiro líder do mundo a ser festejado em outdoors, através de sua retratação nas Naves das Igrejas.
É o líder do peito e do leito de seus liderados, pois muitos o carregam numa corrente no pescoço ou o tem ao lado da cama e o reverenciam antes de dormir.
O seu grande marketing não foram promessas vazias, buscas pessoais, vaidades ou interesses próprios. Foram os milagres em prol da equipe e sociedade que Ele realizava, entre os crédulos e os incrédulos, mas isto não fazia diferença: a diferença é que os milagres aconteciam diante dos olhos das pessoas.
Vendeu para sua equipe um mercado novo, que eles não poderiam ver nem tocar, que só poderiam senti-lo em seus corações. Este mercado tornou-se o mais expansivo mercado do planeta nos dias de hoje: o mercado da fé. Colocou-se como um Intermediário, apenas, entre o ponto de partida e as grandes conquistas.
Sempre pregou que qualquer um de sua equipe poderia ser como Ele: jamais tirou responsabilidades de seus liderados atribuindo-lhes poderes para as realizarem. Através destes poderes e responsabilidades seus liderados imortalizaram seus feitos através de um Livro que completou velhas lições do Velho Testamento com o título de Novo Testamento, eis a Boa Nova, o Evangelho segundo Jesus.
Não usou de poder para influenciar pessoas ou fazê-las segui-lo ou aceitar e vivenciar suas idéias: apenas influenciou as pessoas com a verdade oculta em seus próprios corações.
Ao ser humilhado, ao ser ferido, ao ser julgado, o líder mantém seus princípios e valores: é fiel ao que acredita, pois mesmo que um líder seja derrubado pelo mercado, suas idéias nunca poderão ser removidas das mentes que Ele conquistou.
Mesmo que o Líder se vá, se suas idéias permanecerem, Ele irá ressuscitar todos os dias, através dos tempos, pois sua gestão foi baseada no servir e o grau de sacrifício que fez por sua equipe determinou o grau de crença de sua equipe para com Ele, criando assim duas gerações de gestão: antes Dele e depois Dele.
E assim, todos os anos, duas vezes ao ano, um terço da organização com a qual Ele atuou, o Planeta Terra, comemora e relembra o nascimento de sua gestão e os momentos de serviço, lições e sacrifício que Ele deixou.
